Opera Mundi: Confirmado: Estados Unidos cerca militarmente Venezuela

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Confirmado: Estados Unidos cerca militarmente Venezuela

Sob o pretexto de ajuda humanitária, EUA se prepara para intervenção militar na Venezuela

Sergio Alejandro Gómez, Edilberto Carmona Tamayo | Cubadebate

Os recentes movimentos de tropas dos EUA, relatados por fontes públicas e pela mídia, confirmam que Washington está se preparando para se aproximar militarmente da República Bolivariana da Venezuela sob o pretexto de uma suposta “intervenção humanitária”.

Cuba assegurou em 13 de fevereiro, por meio de uma declaração do governo revolucionário, que os Estados Unidos pretendem fabricar “um pretexto humanitário para iniciar uma agressão militar contra a Venezuela” e denunciaram voos militares na região do Caribe como parte dos preparativos.

Embora fontes em Washington e alguns dos países envolvidos tenham sido rápidos em negar denúncias cubanas, as últimas informações disponíveis ratificam e ampliam a evidência de um cerco militar premeditado contra Caracas.

“Os Estados Unidos silenciosamente acumulam seu poder militar perto da Venezuela”, disse o jornalista e especialista militar britânico Tom Rogan no jornal Washington Examiner. “Uma importante presença naval e marítima dos Estados Unidos está operando perto da Colômbia e da Venezuela. Seja por coincidência ou não, essas implantações dão à Casa Branca uma gama crescente de opções “.

Segundo Rogan, em menos de uma semana o Pentágono é capaz de mobilizar 2.200 fuzileiros navais, jatos de combate, tanques e colocar dois porta-aviões na Venezuela.

Os três pontos do tridente norte-americano são: Caribe, Colômbia e Brasil. Não é coincidência que o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul, tenha visitado Bogotá, Brasília e Curaçao durante as últimas semanas, sob a cobertura da suposta organização da entrega de “ajuda humanitária” à Venezuela.

O Caribe: Do porta-aviões Abraham Lincoln para Curaçao

Com a autorização da Holanda, os Estados Unidos organizam um centro de distribuição para a suposta ajuda na ilha de Curaçao, a poucos quilômetros das fronteiras com a Venezuela.

Mas a mobilização militar é muito mais ampla na região do Caribe. Na denúncia cubana, explica-se como, entre 6 e 10 de fevereiro de 2019, foram feitos vôos de aeronaves de transporte militar para o Aeroporto Rafael Miranda de Porto Rico, a Base Aérea de San Isidro, na República Dominicana e para outras ilhas do Caribe estrategicamente localizadas.

Agora, há o anúncio de que a Marinha dos Estados Unidos implantou um Grupo de Ataque de Porta-Aviões (CSG) no Oceano Atlântico e na costa da Flórida.

A frota é composta pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72), um cruzador de mísseis e quatro destróieres, além de uma fragata da marinha espanhola convidada a participar.

“Os GSGs têm recursos de plataforma cruzada para operar onde e quando necessário. Além de ter flexibilidade e sustentabilidade para combater guerras em grande escala e garantir a liberdade dos mares, os CSGs são símbolos visíveis e poderosos do compromisso dos Estados Unidos com seus aliados, parceiros e amigos ”, disse um comunicado de imprensa oficial do Marinha americana.

A bordo do USS Abraham Lincoln, o porta-aviões nuclear da classe Nimitz, opera o Embarked Air Squadron (CVW) 7, equipado com o Lockheed F-35C Lightning II, o mais avançado caça-bombardeiro do arsenal americano.

O grupo iniciou no dia 25 de janeiro os exercícios COMPTUEX, supostamente destinados a preparar a formação antes de um destacamento militar.

Embora sua localização atual e o destino de sua implantação sejam desconhecidos, os consultores militares Stratfor e Southfront localizaram o GSG em algum ponto do Atlântico, na costa do estado da Flórida.

Nos últimos dias, foi relatado que o grupo havia tentado um cruzamento de estreitos, uma manobra necessária para entrar no Mar do Caribe, que é separado por alguns dias de navegação.

Ragan aponta outra informação interessante em seu artigo. Os Estados Unidos poderiam não ter um, mas dois porta-aviões na faixa operacional da Venezuela em uma semana.

O porta-aviões USS Theodore Roosevelt e o navio de desembarque anfíbio USS Boxer estão “casualmente” agora, no porto de San Diego, Califórnia, a menos de uma semana de navegação da costa do Pacífico da Colômbia.

“O USS Boxer tem a bordo a décima primeira Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU), uma das 7 MEUs do Exército dos EUA. Esta unidade de fuzileiros navais tem aproximadamente 2.000 homens. O propósito expresso de uma MEU é oferecer uma capacidade de rápida implementação militar “, diz Ragan.

Colômbia, onde Bolton quer enviar 5.000 soldados

Aeronave de transporte militar pesado de longo alcance C-17 Globemaster III terras em Cúcuta, Colômbia. Foto: Telemundo

Desde a época do Plano Colômbia, inaugurada em 1999, a Colômbia é um dos principais aliados militares dos Estados Unidos na região. Washington estava prestes a instalar formalmente sete bases militares em território colombiano durante o mandato de Álvaro Uribe, mas uma decisão do Tribunal Constitucional bloqueou o plano.

No entanto, Bogotá encontrou uma maneira de contornar os controles e, finalmente, autorizou a presença americana e a implantação de logística nas principais instalações militares do país andino.

Essa aliança próxima chegou às manchetes no final de janeiro, quando o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, “acidentalmente” mostrou uma anotação em seu caderno com o plano de enviar 5.000 soldados dos EUA para a Colômbia, como parte da operação contra a Venezuela.

O próprio presidente Donald Trump não descartou a idéia e, quando perguntado sobre isso durante uma reunião com seu colega colombiano, Ivan Duque, ele simplesmente disse: “Vamos ver”.

O presidente colombiano, por sua vez, preferiu não responder com um “sim” ou um “não” à possibilidade de a Colômbia permitir a entrada de tropas americanas, apesar do jornalista Bricio Segovia, da Voz da América, ter perguntado a ele. o mesmo em várias ocasiões:

Durante a entrevista, Segovia pergunta a Iván Duque:

– A Colômbia estaria disposta a receber 5.000 soldados em seu território?

Ao que o presidente colombiano respondeu: – Não sou bom em ler cadernos de outras pessoas.

Segovia insiste: – Você esteve com ele (John Bolton) recentemente.

– O que eu posso dizer é que estamos trabalhando duro para a libertação do povo venezuelano e estamos fazendo isso com um cerco diplomático bem-sucedido. Esse cerco diplomático é sem precedentes. Esse cerco diplomático isolou o ditador. Esse cerco diplomático é irreversível e a continuidade disto virá do efeito dominó que deve ser ativado pelas Forças Militares da Venezuela – responde Duque.

– Mas a Colômbia está disposta a receber tropas militares em seu território? – Segovia responde.

– Eu tenho sido claro, a solução em que acredito está no cerco diplomático. A continuidade do cerco diplomático deve ser o efeito dominó que será gerado na Venezuela quando mais membros das Forças Armadas depositarem sua lealdade a Juan Guaidó – ressalta Iván Duque.

– Então, a Colômbia não está disposta a receber tropas americanas em seu território … – esclarece Segovia.

– Nós fomos claros. O mais importante para a Venezuela alcançar a liberdade é o cerco diplomático, diz Duque.

– Então, é um não? – insiste Segovia

– O cerco diplomático é a ferramenta mais importante que tem sido visto na história da América Latina. Então, acho que é um grande triunfo para comemorar. A continuidade disto é representada pelo fato de que há mais soldados, assim como aqueles que já o fizeram nos últimos dias, entregando sua lealdade e juramento a Juan Guaidó.

– Com licença, senhor presidente, mas você não está respondendo a pergunta. A Colômbia está disposta a receber tropas dos EUA em seu território? – Segovia insiste novamente.

– Eu responderei de novo … – Duke diz.

mas Segovia o interrompe – sim ou não? Não tem nuances esta questão.

– É que, como não tem nuances, reitero que acredito convincentemente na importância do cerco diplomático, conclui Duque.

Segovia pediu a seus seguidores em sua conta no Twitter que tirassem suas próprias conclusões após a evasão do presidente.

Embora a chegada dos 5.000 militares ainda não tenha sido confirmada, os Estados Unidos já têm um transporte aéreo da base militar de Homestead, na Flórida, para a cidade colombiana de Cúcuta, a 2.600 quilômetros de distância.

Para as operações, são utilizados pelo menos três aviões de transporte militar pesado C-17 Globemaster III de longo alcance, fabricados pela Boeing e capazes de transportar 180 toneladas e entre 80 e 100 tripulantes.

Homestead é também a sede do controverso Comando Sul dos EUA.

Comando Sul

É o Comando Unificado das Forças Armadas dos Estados Unidos que operam na América Latina e no Caribe e um dos nove comandos diretamente ligados à mais alta liderança do Departamento de Defesa dos EUA.

Opera em um raio de ação de 32 países, 19 deles na América Central e do Sul e o restante no Caribe. Desde 1997, sua sede é no estado da Flórida.

Antes, desde 1947, baseava-se no Panamá. Sua própria história reconhece que, como antecedente “glorioso”, o desembarque de fuzileiros navais ianques naquele país no início do século XX. Comando Sul, também conhecida pela sua nomeação Inglês USSOUTHCOM se tornou um símbolo do intervencionismo americano na região e tem sido um aliado das forças militares e paramilitares tão pobre registro de mortes, torturas e desaparecimentos não deixaram nas nações latino-americanas e Caribe há mais de um século.

Nos últimos anos, o USSOUTHCOM vem armando, treinando e doutrinando exércitos nacionais para servir os interesses dos EUA sob sua liderança. O objetivo é evitar o uso de tropas americanas e, assim, reduzir a oposição política nos Estados Unidos.

O modelo é que Washington dirige e treina exércitos latino-americanos através de “programas conjuntos” extensivas e intensivas e subcontrata empresas mercenárias privadas que prestam militar especializado, todos os oficiais “aposentado” do exército norte-americano. (Extraído da Encyclopedia against Terrorism)

O Brasil de Bolsonaro, um novo aliado do Pentágono

Fronteira entre Brasil e Venezuela no Estado de Roraima. Foto: Arquivo Cubadebate

O Brasil, o maior país da América do Sul e com as maiores forças militares, tornou-se nos últimos anos um aliado inesperado da implantação do Pentágono na região.

Os governos de Michel Temer (interino após um golpe parlamentar) e Jair Bolsonaro, pretendem mudar a matriz do nacionalismo forte que se consolidou durante os governos do Partido dos Trabalhadores.

Em uma das primeiras entrevistas depois de assumir o cargo de presidente, a ultra-direita de Bolsonaro garantiu ao canal do SBT a possibilidade de instalar uma base militar norte-americana no país.

Mas Bolsonaro, um ex-capitão de um posto menor, parcialmente retratou sua ideia ao receber fortes críticas de seus próprios generais.

No entanto, ninguém duvida da proximidade do novo presidente brasileiro com seu colega americano, nem da admiração de dois de seus filhos pelo Mossad (serviço secreto dos hebreus) e pelo exército israelense.

O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos esteve na semana passada no Brasil e foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, com quem discutiu o “caso da Venezuela”.

Bolsonaro comprometeu-se a usar o estado de Roraima como um centro de coleta para a suposta ajuda humanitária contra a Venezuela e, portanto, para o desdobramento logístico dos EUA.

Seja qual for o objetivo da mobilização militar ordenada pela Casa Branca – dos preparativos para uma agressão direta a outra medida de pressão psicológica contra suas autoridades legítimas -, o que é inegável neste momento é que os Estados Unidos movem suas cartas no região para cercar a Venezuela por todas as estradas ao seu alcance.

Diante desse cenário, Cuba convocou todos os povos e governos do mundo para defender a paz e se opor, juntos, a diferenças políticas ou ideológicas, para impedir uma nova intervenção militar imperialista na América Latina e no Caribe que prejudicaria a independência, a soberania e os interesses dos povos do Rio Grande à Patagônia.

A Venezuela é hoje um Moderno El Dorado? | Venezuelanalysis.com

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Nino Pagliccia analisa o potencial prêmio para o Canadá se conseguir derrubar Maduro.

De Nino Pagliccia

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Acreditava-se que a mítica cidade dourada de El Dorado estava localizada na América do Sul (History Collection Colombia)

Acreditava-se que a mítica cidade dourada de El Dorado estava localizada na América do Sul (History Collection Colombia)

A busca por ouro no lugar mítico do El Dorado na América Latina atraiu exércitos de conquistadores espanhóis no século XVI e causou muitas mortes de indígenas. O ouro permaneceu uma incógnita, mas Espanha colonizada maior parte da região e explorado outras riquezas até que os movimentos de independência latino-americanos dos 19 th século.

Mas a busca por ouro nunca chegou ao fim, seja ouro negro – petróleo bruto – ou ouro real, do qual a Venezuela tem abundância. Os Estados Unidos declararam publicamente que estão interessados no ouro negro. Nesse meio tempo, o Canadá tem permanecido mais reservado sobre suas aspirações em seus empreendimentos na Venezuela.A verdade é que o Canadá tem interesses corporativos no setor de mineração e ouro em particular.Nós perguntamos, é o moderno El Dorado da Venezuela no Canadá?Os EUA e o Canadá parecem ser os principais propulsores, pelo menos no Hemisfério Ocidental, a pressionar por um golpe na Venezuela por todos os meios possíveis. De fato, os EUA e o Canadá parecem ter estabelecido uma divisão tática de tarefas contra a Venezuela. Os Estados Unidos estão usando as mais pesadas ameaças militares para minar a vontade popular dos venezuelanos, junto com sanções financeiras unilaterais e bloqueio para enfraquecer a economia venezuelana e causar estragos. A tarefa do Canadá é principalmente atrair a vontade política dos governos regionais de direita através das intenções ilegítimas de mudança de regime do “Grupo Lima”.O alinhamento da política externa do Canadá com o Departamento de Estado dos EUA ficou claro quando uma Associação entre Ottawa e Washington foi formada em 5 de setembro de 2017. A Associação pediu que seus dois membros tomassem “medidas econômicas” contra a Venezuela e pessoas próximas ao governo venezuelano. Para implementar essa decisão, em 22 de setembro de 2017, o Canadá impôs suas próprias sanções unilaterais contra a Venezuela, autoridades venezuelanas e outros indivíduos sob a chamada Lei de Medidas Econômicas Especiais. [1] O advogado criminal internacional Christopher Black argumentou que todas as ações desses dois parceiros duvidosos, e alguns outros governos, são ilegais e violam várias leis, cartas e resoluções internacionais nas Nações Unidas e na Organização dos Estados Americanos. [2]

Se houver alguma dúvida sobre a parceria, observe a linguagem usada pela chancelaria canadense, Chrystia Freeland, em recente declaração à imprensa, “… a crise na Venezuela está se desdobrando no quintal global do Canadá. Este é o nosso bairro. Temos um interesse direto no que acontece em nosso hemisfério. Quando você pensou que os EUA estavam em primeiro lugar no uso da linguagem colonial e do domínio imperial na região, o Canadá mostra-se um segundo muito próximo, usando uma linguagem não-original, escrita nos EUA. Black mostra desprezo pela declaração de Freeland como nós fazemos.

Desde 2017, a agressão contra a Venezuela se transformou em uma Guerra Híbrida clássica em um país soberano para produzir uma mudança de regime. O último ato ilegal de agressão intervencionista tem sido o reconhecimento de um falso presidente interino, o que equivale a um golpe de Estado.Como em qualquer guerra, os vencedores dividirão os despojos se o golpe for bem-sucedido. É uma pena ver o Canadá fazer o trabalho sujo para os EUA, mas a motivação do Canadá para este ato de pirataria é considerável. Em uma frase, os EUA obtêm o petróleo da Venezuela e o Canadá obtém os minerais da Venezuela, especialmente as ricas minas de ouro. Aqui, novamente, o Canadá revela estar em sintonia com os EUA e em pleno caráter como um conquistador moderno.

Em um artigo recente para venezuelanalysis.com “ A Planned pilhagem Atrás de apoio ao golpe do Canadá ”, [3] autor canadense Yves Engler explica em detalhes “participação direta” do ministro das Relações Exteriores Chrystia Freeland no “quintal mundial do Canadá”. Pelo menos cinco grandes corporações canadenses (Crystallex, Vanessa Ventures, Gold Reserve Inc., Rusoro Mining e Barrick Gold) vêm pressionando pelo controle da extração de ouro na Venezuela desde que Hugo Chávez foi presidente. Mas é bem sabido que Chávez acreditava que todos os recursos são de propriedade do povo venezuelano e ele agiu com base nessa crença, protegendo-os contra qualquer invasão estrangeira.

Na falta da conquista das minas de ouro, as corporações canadenses, protegidas pelo governo canadense, transformaram suas reivindicações em ações legais. Engler relatou: “ Em 2016, a Rusoro Mining ganhou uma reivindicação de US $ 1 bilhão sob o tratado de investimento Canadá-Venezuela. Naquele mesmo ano, a Crystallex recebeu US $ 1,2 bilhão sob o tratado de investimento Canadá-Venezuela. Ambas as empresas continuam a buscar pagamentos e buscaram o dinheiro da Citgo, a loja de gasolina do governo venezuelano nos EUA. ” [3] Não coincidentemente, os ativos da Citgo foram apreendidos pelas últimas sanções dos EUA que impedem que os lucros sejam repatriados pela Venezuela. “Dom” de Washington para Ottawa.

O especialista em direitos humanos e ex- relator independente da ONU para a Venezuela, Alfred de Zaya, refere-se à agressão contra a Venezuela como uma “campanha de saque” e uma “guerra econômica selvagem”. [4]

Engler também nos dá uma compreensão da estreita relação entre o Canadá e o Peru, o que pode explicar a escolha do local de nascimento do infame “Grupo Lima”.Desde a década de 1990, as corporações canadenses controlam a maioria do setor de mineração do Peru.É importante perceber que, como o petróleo é uma mercadoria estratégica para o complexo industrial-militar necessário aos EUA para impor a Nova Ordem Mundial, o ouro ainda é a mercadoria estratégica crucial necessária para manter o controle financeiro mundial. As sanções econômicas só podem ser eficazes na criação de um caos econômico nos países que não se submetem à sua vontade, desde que os EUA mantenham o controle financeiro mundial com sua dominação do dólar apoiada pelas maiores reservas de ouro que detém.Apesar da criação de moedas alternativas criptografadas, o ouro ainda continua a ser um recurso valioso e vários governos procuram atingir um nível de imunidade da ira das sanções dos EUA, concentrando-se no aumento de suas reservas de ouro. Isso criou o que foi rotulado de “corrida do ouro global”. China e Rússia aderiram, mas na verdade compram ouro em vez de adquiri-lo por meios hegemônicos.A guerra comercial com os EUA levou a China a reduzir sua dependência do dólar americano. [5] A Rússia, por outro lado, foi particularmente atingida pelas sanções dos EUA e também pretende aumentar suas reservas de ouro. [6] Rússia e China estão em quinto e sexto lugar em reservas de ouro, atrás dos EUA, Alemanha, França e Itália.Curiosamente, o Canadá é um dos maiores fornecedores de ouro e vem vendendo regularmente suas reservas virtualmente para o esgotamento. [7] O pensamento parece ser, quem precisa ter reservas de ouro quando sua economia está intimamente ligada (na verdade dependente) a um vizinho que tem muito ouro? Mas muitos questionaram a sabedoria desse comportamento econômico.No entanto, duas coisas são certas; A especulação capitalista em ouro e as vendas de ouro são retornos financeiros que estão alimentando a economia canadense e, mais crucialmente, para que o Canadá continue a ser um grande fornecedor de ouro, ele deve obtê-lo dos dias modernos de El Dorado, na Venezuela. Isso requer que o Canadá atue como o novo conquistador imperial, mas é preciso ter cuidado para que o preço desse ouro possa estar em sangue derramado, como foi para a Espanha.Referências

[1]https://www.international.gc.ca/world-monde/international_relations-relations_internationales/sanctions/venezuela.aspx?lang=pt_PT

[2] https://journal-neo.org/2019/02/04/the-lima-group-international-outlaws/

[3]https://venezuelanalysis.com/analysis/14310

[4] https://youtu.be/X5RvYySGc1s

[5]https://www.rt.com/business/451259-china-expands-gold-reserves/

[6]https://www.rt.com/business/450297-russia-gold-purchasing-dollar/

[7]https://globalnews.ca/news/2557900/canada-sells-off-remaining-gold-reserves-has-just-77-ounces-left/

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente as do corpo editorial da Venezuelanálise.

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Derretimento de folhas de gelo e frentes polares enfraquecidas: início dos pontos de queda climáticos – pesquisa global

https://www.globalresearch.ca/melting-ice-sheets-and-weakened-polar-fronts-onset-of-climate-tipping-points/5668981

Melting Ice Sheets and Weakened Polar Fronts: Onset of Climate Tipping Points – Global Research

Folhas de gelo derretendo e frentes polares enfraquecidas: o começo de pontos de derrubada do clima

Pelo Dr. Andrew Glikson

O estado do clima constitui uma confluência de múltiplos processos, sendo os principais fatores a insolação solar e a composição de gases de efeito estufa da atmosfera. O aumento das temperaturas desencadeia múltiplos processos secundários de feedback, incluindo diminuição na solubilidade de CO2 em partes quentes dos oceanos, fusão das grandes partes das placas de gelo, resfriamento de partes dos oceanos pelo fluxo de gelo derretido, liberação de metano do derretimento permafrost e clatratos e hidratos de metano, vegetação dessecada, queimadas e outros feedbacks.À medida que a Terra continua a aquecer, as reversões transitórias de temperatura acentuam as polaridades de temperatura entre o aquecimento da terra e as regiões oceânicas resfriadas pelo afluxo de gelo das camadas de gelo, como observado ao sul e leste da Groenlândia e na Antártica Ocidental (Hansen et al. 2016) (Figura 1).Temperaturas polares aumentadas, subindo duas vezes mais rápido que as zonas intermediárias e tropicais, enfraquecem e ondulam a corrente de jato que define o limite polar (Figura 2), permitindo que as massas de ar frio se movam e aqueçam as massas de ar, aquecendo ainda mais o Ártico.

O contraste de temperatura entre a migração de massas de ar quente e frio aumenta a intensidade de eventos climáticos extremos.Analogias são feitas com o Pleistoceno e o Holoceno inicial, (2.6-0.01.10 6 anos) onde as temperaturas de pico interglaciais foram sucedidas por eventos transitórios de congelamento (stadials), como o Younger Dryas e oderretimento de gelo Laurentide de8.5.10 com 3 anos de idade , atribuído ao fluxo frio de gelo derretido no Oceano Atlântico Norte e nos lagos norte-americanos (Lago Agasiz). As evidências levantam questões sobre as trajetórias lineares para curvas do modelo IPCC propostas para o século XXI. século e além. Já grandes poças de gelo frio derretido são formadas nos oceanos sul e leste da Groenlândia (Rahmstorf et al. 2015) e norte do oeste da Antártida (Figura 1) e o AMOC (Atlântico Meridional Ocean Circulation) e a corrente de jato estão enfraquecendo. Comparações de aquecimento atual com climas passados de um o C em relação ao início do 19 th século indicam eventos climáticos extremos, incluindo o período inicial do Holoceno Ideal (~ 10.000-8500 anos atrás) e o interglacial Eemiano (130.000 – 115.000 anos atrás) (Roverea et al. 2017). A probabilidade de um futuro evento transitório de congelamento (stadial) desencadeado pelo fluxo de água fria gelada nos oceanos Atlântico Norte e Subantártico tem importantes implicações para as tendências modernas e futuras da mudança climática, incluindo um aumento de eventos climáticos extremos devido a um crescente contraste entre o resfriamento dos oceanos e o aquecimento dos continentes e entre massas de ar derivadas de regiões polares e derivadas de trópicos de temperaturas contrastadas. Isso precisa ser levado em conta no planejamento dos esforços de adaptação.

Figura 1. A temperatura da superfície do ar entre 2055 e 2100 foi aumentada para +1,19 o C acima de 1880-1920 (modelo AIB forçado modificado, derretimento de gelo para 1 metro de altura) (Hansen et al. 2016) 1

Figura 2. O enfraquecimento e aumento da ondulação do limite polar (veja isso )

Considerando que os relatórios do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC 2 ), baseados em milhares de artigos e relatórios científicos revisados por pares, oferecem uma documentação confiável de processos passados e presentes na atmosfera 3 , incluindo projeções de modelos futuros (Figura 3), quando No entanto, esses modelos contêm uma série de desvios significativos das observações baseadas no registro paleoclimático. Isso inclui os feedbacks das mudanças climáticas da terra e da água, taxas de derretimento de gelo, trajetórias de temperatura, taxas de aumento do nível do mar, taxas de liberação de metano, o papel dos incêndios e o início observado de eventos transitórios (congelamento) 4. Os estágios iniciais do evento / s do evento são manifestos pelo acúmulo de grandes poças de gelo frio que derrete água no Oceano Atlântico Norte, ao sul da Groenlândia e ao longo das franjas do continente Antártico (Figura 1).

Figura 3. Modelo IPCC das séries temporais dos valores médios anuais anuais de temperatura do ar de superfície relativos a 1986–2005 do CMIP5 (Projeto de Inter-comparação de Modelos Acoplados) As projeções são mostradas para cada média de modelo múltiplo (linhas sólidas) 5

Hansen et al. (2016) (Figura 1) utilizaram dados paleoclimáticos e observações modernas para estimar os efeitos do gelo derretido da Groenlândia e da Antártida, mostrando que a água gelada de baixa densidade tendem a cobrir a água oceânica cada vez mais quente, afetando o aumento do derretimento da plataforma de gelo e acelerando o gelo perda de massa de folhas (Figura 4) e retardando a formação de águas profundas (Figura 5). A perda de massa de gelo elevaria o nível do mar em vários metros como uma resposta exponencial em vez de linear, com o dobro do tempo de perda de gelo de 10, 20 ou 40 anos, resultando em um aumento de cerca de 50, 100 ou 200 anos.

As tendências de temperatura linear para curvas, retratadas pelo IPCC para o ano de 2300 (Figura 3), são raras no registro paleoclimático do Pleistoceno, onde o aquecimento abrupto e o resfriamento dominam durante os períodos glaciais (ciclos de Dansgaard-Oeschger; Ganopolski e Rahmstorf 2001 6 ; Camille e Bornans, 2019 7 ) e interglaciais (Cortese et al. 2007 8 ). O modelo de Hansen et al. (2016) inclui quedas bruscas na temperatura, refletindo eventos de congelamento do local no Oceano Atlântico e no Oceano Subantártico e seus arredores. atingindo -2 o C ao longo de várias décadas (Figura 6).

Figura 4. Mudança na massa de gelo da Groenlândia e da Antártida. Os dados do GRACE são a extensão do Velicogna et al. (2014) 9 dados de gravidade. Dados MBM (método de orçamento de massa) são de Rignot et al. (2011) 10 . Redcurves são dados gravimétricos da Groenlândia e da Antártida; pequenas calotas de gelo do Ártico e derretimento das plataformas de gelo aumentam a entrada de água doce (Hansen et al. 2016) 11

Figura 5. O AMOC (circulação Atlântico Meio-Oceano) a 28◦N em simulações (ie, incluindo injeção de água doce de 720 Gt ano-1 em 2011 em torno de Antarcti ca, aumentando com um tempo de duplicação de 10 anos e metade desse valor em torno da Groenlândia ). (b) SST ( C) na região do Atlântico Norte (44–60 ◦N, 10–50 ◦W).

As relações de temperatura e subida do nível do mar durante o Eemian interglacial 12 cerca de 115-130 kyr atrás, quando as temperaturas eram cerca de +1 o C ou maiores do que durante o estágio tardio do Holoceno, e os níveis do mar eram +6 a +9 m mais altos do que apresentar uma possível analogia para os desenvolvimentos atuais.

Durante o resfriamento geral do Atlântico norte do Eemian e partes do oceano da Antártida ocidental devido ao derretimento do gelo levaram a um aumento das polaridades de temperatura e tempestades (Roverea et al. 2017; Kaspar et al. 2007) 13 , sustentando o perigo da temperatura global subida para +1.5 o C. A aceleração do derretimento do gelo e a elevação não linear do nível do mar atingiriam vários metros em uma escala de tempo de 50 a 150 anos (Hansen et al. 2016)

Figura 6. Temperatura global da superfície do ar até o ano 2300 no Atlântico Norte e nos Oceanos do Sul, incluindo eventos de congelamento do local em função do tempo de duplicação do derretimento de gelo da Groenlândia e da Antártida

O desenvolvimento de grandes piscinas de água fria a sul e a leste da Gronelândia (Rahmstorf et al. 2015 14) e na orla da Antártida Ocidental (Figura 1) significam fases iniciais no desenvolvimento de um congelamento do solo, consistente com o declínio do Meridional Atlântico. Circulação Oceânica (AMOC) (Figura 5). Essas projeções diferem acentuadamente das tendências do modelo do IPCC (Figura 3), que retratam o derretimento do gelo a longo prazo (Ahmed N 2018) 15 . O IPCC (2016) 16 afirma: Uma questão chave é se os mecanismos dinâmicos do gelo poderiam operar, o que aumentaria a descarga de gelo o suficiente para ter um efeito adicional apreciável no aumento do nível do mar ”. Essa afirmação é difícil de conciliar com os estudos de Rignot et al. (2011), relatando que, em 2006, os lençóis de gelo da Groenlândia e Antártica experimentaram uma perda de massa combinada de 475 ± 158 Gt / ano, equivalente a 1,3 ± 0,4 mm / ano de aumento do nível do mar. ” 17 Para a camada de gelo da Antártica a equipe do IEMB (2017 ) 18 estados a folha perderam 2,720 ± 1,390 mil milhões de toneladas de gelo entre 1992 e 2017, o que corresponde a um aumento no nível do mar média de 7,6 ± 3,9 milímetro.

Uma tendência não-linear de aquecimento climático, incluindo eventos de congelamento de estações, tem implicações significativas no planejamento de futuros esforços de adaptação, incluindo preparações para eventos de congelamento profundo em partes da Europa Ocidental e do leste da América do Norte, por períodos que duram várias décadas (Figura 6). bem como as defesas costeiras contra tempestades aumentadas, decorrentes do aumento da temperatura, contrastam entre as regiões resfriadas e as latitudes tropicais quentes.

De acordo com a NOAA 19 As temperaturas do ar da superfície do Ártico continuam a aquecer com o dobro da taxa relativa ao resto do globo, levando a uma perda de 95% do seu gelo mais antigo nas últimas três décadas. As temperaturas do ar ártico para 2014-18 excederam todos os recordes anteriores desde 1900 e estão gerando amplas mudanças no Ártico, bem como no subártico através do enfraquecimento da corrente de jato que separa o Ártico das zonas climáticas mais quentes.As recentes tempestades de congelamento na América do Norte representam a penetração de massas de ar frio através de uma barreira de fluxo de jato enfraquecida e cada vez mais ondulada (Figuras 2 e 7). Esse enfraquecimento também permite que as massas de ar quente se movam para o norte, aquecendo ainda mais o Ártico e impulsionando ainda mais o derretimento do gelo. As tempestades geladas na América do Norte estão aplaudindo os negacionistas do clima que se recusam a discriminar entre o clima e o clima. À medida que a Terra continua a aquecer e as massas de ar frio ultrapassam a fronteira do Ártico e se movem para o sul, os contrastes de temperatura entre as zonas de clima polar e subpolar diminuem, enfraquecendo ainda mais a divisão polar. Ao mesmo tempo, os contrastes de temperatura entre massas de ar frio derivadas do Árctico e zonas subtropicais resultam num aumento da intensidade e frequência de eventos meteorológicos extremos.

Figura 7. A corrente de jato ondulada enfraquecida que delimita o vórtice polar. Vermelho representa o fluxo de ar mais rápido (Berwyn 2016) 20

Figura 8. O evento de congelamento norte-americano e siberiano 30 de janeiro de 2019 (modelo do sistema NOAA GlobalForecast) (Francis 2019)21

O papel dos gabaritos de terra e água, as estimativas de gelo derreter futuro taxas, as taxas de aumento do nível do mar, as taxas de libertação de metano, o papel de incêndios no reforço atmosférica CO 2 , e o início já observada de eventos congelamento temporário precisa ser quantificada.À medida que a Terra aquece, o aumento da temperatura contrasta em todo o globo e, portanto, aumenta a tempestuosidade e os eventos climáticos extremos, que ocorrem atualmente, precisam ser levados em conta ao planejar medidas de adaptação, incluindo a preparação de defesas costeiras, construção de canal e oleodutos de zonas de precipitação pesadas para zonas de projecto. Na Austrália, isso deve incluir a construção de encanamentos de água e canais do norte inundado para regiões ressecadas, como a bacia de Murray-Darling.

Riscos climáticos iminentes

Projeções de modelos climáticos para os 21 st a 23 ª séculos precisa ter evidências paleoclimate mais plenamente em conta, incluindo os efeitos stadial transitórios de gelo derreter fluxo de água nos oceanos e ampliando feedbacks do aquecimento global da terra e dos oceanos. O registro paleoclimático indica que, ao longo dos últimos 800.000 anos, as temperaturas máximas interglaciais foram consistentemente sucedidas por eventos temporários de congelamento, atribuídos ao fluxo do fluxo de água fria de degelo no Oceano Atlântico Norte. O forçamento radiativo 22 , aumentando com a concentração de gases de efeito estufa atmosféricos e aumentando em cerca de 0,04 Watt / m 2 / ano nos últimos 50 anos 23 , totalizando mais de 2 Watt / m 2, equivalente a ~ 3,0 ° C (~ 1,5 ° C por W / m 2 ) 24 . A elevação das temperaturas globais médias até hoje de 0,9 ° C desde 1880 25, portanto, representa o efeito de retardamento, apontando para um possível aumento de temperatura de aproximadamente dois graus Celsius. As trajetórias de mudança do clima seriam altamente irregulares como resultado de eventos estelares afetados pelo fluxo de gelo que derrete a água nos oceanos. Considerando que flutuações de temperatura e eventos estelares semelhantes ocorreram durante períodos interglaciais passados (Cortese et al. 2007 26 ; Figura 9), quando as flutuações de temperatura de pico estiveram próximas de +/1 oAlém disso, no futuro, a intemperatura aumentaria a intensidade e a frequência de eventos climáticos extremos, entrando em território inexplorado, tornando grandes partes dos continentes inabitáveis.

Figura 9.A.Evolução das temperaturas da superfície do mar em 5 transições glaciais-interglaciais registradas no ODP-1089 no Oceano Atlântico sub-antártico. Linhas cinzentas inferiores – δ 18 O medidas no plâncton Cibicidoides; Linhas pretas – temperatura da superfície do mar. Os números dos estágios dos isótopos marinhos são indicados no topo dos diagramas. Observe os eventos de queda de temperatura stadial após temperaturas de pico interglaciais, análogo ao Dryas Younger queantecede o início do Holoceno (Corteseet al. 2007 27 ) .B.Temperaturas médias do final do Pleistoceno e do Holoceno.

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Dr Andrew Glikson , Ciências do clima da Terra e Paleo, Universidade Nacional da Austrália (ANU) Escola de Antropologia e Arqueologia, Instituto de Ciências Planetárias da ANU, ANU Climate Change Institute, Professor Associado Honorário do Centro de Excelência de Energia Geotérmica da Universidade de Queensland. Ele é um colaborador frequente da Global Research.

FontesBoletim do Ártico (2018) Acompanhamento de alterações ambientais recentes em relação aos registros históricos https://www.arctic.noaa.gov/Report-CardBerwyn B (2016) Wobbly Jet Stream está enviando o Ártico Fundindo-se para um ‘território não mapeado. Inside Climate News https://insideclimatenews.org/news/08062016/greenland-arctic-record-melt-jet-stream-wobbly-global-warming-climate-change

Camille Li, Born A (2019) Dinâmica acoplada atmosfera-gelo-oceano em eventos Dansgaard-Oeschger Quaternary Science Reviews 203, 1-20.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0277379118305705

Conselho Climático (1918) O bom e o feio: limitar a temperatura a 1,5 ° C.https://www.climatecouncil.org.au/resources/limiting-temperature-rise/

Cortese G, Abelmann A, Gersonde A (2007) As últimas cinco transições glacial-interglaciais: Um registro de 450.000 anos de alta resolução do Atlântico sub-antártico.Paleogeografia e Paleoclimatologia (22) Parte 4.
https://www.researchgate.net/publication/228524417_The_last_five_glacial-interglacial_transitions_A_high-resolution_450000-year_record_from_the_subantarctic_Atlantic

Easterbrook S (2019) Novo Relatório do IPCC (Parte 6). Azimute.
https://johncarlosbaez.wordpress.com/2014/04/16/what-does-the-new-ipcc-report-say-about-climate-change-part-6/

Francis J (2019) Como explosões de vórtices polares estão ligadas ao aquecimento global: O Serviço Nacional de Meteorologia alerta sobre condições brutais e ameaçadoras à vida. Salon, janeiro de 2019.
https://www.salon.com/2019/01/31/how-frigid-polar-vortex-blasts-are-connected-to-global-warming_partner/

Ganopolski A, Rahmstorf S. (2001) Mudanças rápidas do clima glacial simuladas em um modelo climático acoplado. Nature 409 (6817) 153-8.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11196631

Hansen J. et al. (2016) Derretimento de gelo, aumento do nível do mar e super tempestades: evidências de dados paleoclimáticos, modelagem climática e observações modernas de que o aquecimento global a 2 ° C pode ser perigoso. Atmos Chem.Phys. 16, 3761-3812.

O que o Pentágono oculta sobre uma possível intervenção militar na Venezuela – Patria Latina

http://www.patrialatina.com.br/o-que-o-pentagono-oculta-sobre-uma-possivel-intervencao-militar-na-venezuela/

O que o Pentágono oculta sobre uma possível intervenção militar na Venezuela – Patria Latina

por José Negrón Valera

A visceralidade com que Donald Trump maneja a sua política externa levou-o a um beco sem saída na Venezuela. Arrastado pelos seus operacionais político-militares no eixo Miami-Bogotá-Madrid, encontra-se às portas de uma nova derrota diplomática que afundará ainda mais a sua precária liderança internacional.

Uma guerra, travada através dos seus aliados na América do Sul, parece ser a única opção, mas uma coisa é omarketing mediático e outra, muito diferente, é a realidade operacional.

O que não querem que se saiba

Gina Haspel.

As Forças Armadas Bolivarianas mantêm-se unidas em volta da Constituição do país e da liderança do seu supremo comandante Nicolás Maduro. Para além de individualidades sem qualquer peso real dentro do aparelho militar, não existe nada que nos indique que o bastião que define a estabilidade do sistema político na Venezuela vá desmoronar.

Gina Haspel, especialista em operações secretas, foi a grande artífice da campanha para tentar quebrar a vontade das Forças Armadas Bolivarianas. O seu objetivo é organizar e alimentar o exército paralelo que se está a preparar na Colômbia e que foi denunciado pelo governo venezuelano. Para isso, conta com amplos perfis dos oficiais que foram afastados por atos ilegais ou pouco éticos, para além de informações sobre aqueles que possuem dinheiro, familiares e propriedades fora da Venezuela. Qualquer elemento é usado como ponto de pressão.

Haspel precisa de uma vanguarda mediática, pois não pode mostrar às câmaras de televisão o grosso do exército paralelo, formado maioritariamente por paramilitares e elementos de bandos criminosos, ligados fundamentalmente ao tráfico de drogas. No entanto, apesar da crua guerra de intimidação, nada se conseguiu a não ser declarações pontuais e tímidas que desconhecem Nicolás Maduro. Se pensarmos que a Forças Armadas Bolivarianas contam com mais de 500 mil efetivos e, neste momento, está perto de incorporar mais de dois milhões de milicianos na defesa do território, o que Haspel conseguiu é totalmente insignificante.

Outro aspeto corresponde à realidade interna de cada um dos países que serão usados como ponta de lança para a agressão bélica.

A Colômbia vive em guerra há mais de 50 anos. Neste momento, goradas as conversações com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e com o incumprimento dos acordos de paz firmados com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o exército colombiano reconhece que deixaria grande vulnerabilidade no seu próprio território se se comprometesse num conflito fora das suas fronteiras.

A isso somamos a impossibilidade de a Colômbia fazer frente aos deslocados, o que seria provocado por um conflito militar com a Venezuela.

O Brasil não está melhor. Neste momento, especula-se muito sobre o verdadeiro estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro. A narrativa oficial atribui a operação a que ele foi submetido há mais de uma semana ao acontecimento, ainda não esclarecido de todo, em que foi apunhalado, enquanto era candidato presidencial. Uma luta pela sucessão do poder parece estar a começar no Planalto. Se acrescentarmos a esta tensão os indícios de corrupção que Flávio Bolsonaro recebeu e a rejeição do exército brasileiro de aceitar uma base militar norte-americana no seu território, podemos concluir que as condições políticas no Brasil não são nada propícias para quem deseja envolvê-lo numa guerra.

O que temem os Estados Unidos?

A 3 de outubro de 1993, rebeldes somalis derrubaram dois helicópteros Black Hawk, matando mais de 18 soldados das forças especiais e ferindo outros 37. As imagens transmitidas por cadeias de notícias como a CNN, em que se podia apreciar como os rebeldes desfilaram pelas ruas de Mogadíscio com os corpos dos soldados, geraram tais protestos da opinião pública nos Estados Unidos, que a administração de Clinton se viu forçada a retirar as suas tropas da Somália uns meses depois.

Numa época de intensa interligação digital, os Estados Unidos não podem dar-se ao luxo de se submeterem a mais derrotas que se tornarão virais instantaneamente. Por isso, optaram por subsidiar a guerra através de mercenários, como aconteceu na Síria e na Líbia, mas também por levar outros países a travar a guerra em seu lugar. Não obstante, o problema continua latente: estará a população brasileira e colombiana disposta a ver os seus soldados mortos por um conflito cujos únicos beneficiados, tal como referiu expressamente John Bolton, serão as empresas petrolíferas norte-americanas?

Através da propaganda mediática, quis-se vender a ideia de que uma guerra contra o país sul-americano seria uma espécie de “operação cirúrgica”, ao melhor estilo dos filmes de Hollywood. Sem vítimas, para além dos combatentes militares e civis que se oponham a que Nicolás Maduro seja afastado do poder, e com os partidários da oposição escondidos comodamente em casa, seguindo tudo em tempo real através das redes sociais.

O Pentágono fez uma análise exaustiva das capacidades de armamento venezuelanas e sabe que está a mentir quando afirma que a intervenção será curta e que, além disso, não encontrará resistência.

Yuri Liamin, especialista militar, considera que a prioridade dos Estados Unidos é fraturar as Forças Armadas Bolivarianas, para não ter de enfrentar o armamento russo que inclui sistemas de defesa aérea de grande alcance S-300VM Antey-2500, Buk-M2E e o Pechora-2M de médio alcance, assim como um grande número de tanques T-72B1V, BMP-3, BTR-80A, SAU Msta-S, e armas autopropulsadas Noah-SVK, MLRS Grad y Smerch.

Sukhoi-30MK2.

Liamin aponta especialmente para o poder aéreo do estado venezuelano que conta com aviões de combate Su-30MK2 , o que o coloca como um dos primeiros da América do Sul.

Outra complexidade para os Estados Unidos são as forças terrestres venezuelanas, equipadas com sistemas Igla-S MANPADS e ZU-23 / 30m1-4, assim como os comandos de operações especiais, especialmente os grupos de franco-atiradores altamente treinados e apetrechados com espingardas Dragunov SVD, capazes de deter, só por si, todo um contingente de soldados inimigos.

Mas talvez o maior dos obstáculos para os que reclamam um desenlace militar na Venezuela é precisamente a própria doutrina militar de defesa integral do país, que contempla “a guerra de todo o povo”, assim como um sistema ágil e poderoso de treino, conhecido por Método Tático de Resistência Revolucionária.

Se se cumprirem as expetativas do governo venezuelano para fortalecer a Milícia Bolivariana com dois milhões de membros, antes de abril, e para organizá-las em cerca de 50 mil unidades de defesa ao longo de todo o território nacional, é possível gerar um poderoso elemento de dissuasão (e mesmo de consciência) para quem não quiser um desastre militar à escala continental.

O assédio psíquico como último recurso

Manifestação na Itália a favor do governo legítimo da Venezuela.

Percebendo a realidade operacional, os Estados Unidos optaram, durante as últimas horas, por manter saturadas as redes sociais com notícias falsas e rumores sobre a entrada da ‘ajuda humanitária’ na Venezuela. A intenção é tentar quebrar a unidade das Forças Armadas Bolivarianas e do próprio povo venezuelano que apoia o projeto bolivariano.

Enquanto os partidários da oposição se encontram aterrorizados em casa, presos aos últimos áudios ou mensagens que proclamam o fim do mundo, quem deseja a paz do país deve comprometer-se numa opção que liberte a ‘mente coletiva’ do assédio que se quer impor.

Isto não implica escolher um caminho passivo nem ignorar as ameaças, mas dotá-las de novos significados: politizar de novo a população em volta da necessidade do projeto político, organizá-la e formá-la para a defesa do território, conseguir o maior consenso e diálogo entre todos os setores que se opõem à guerra e à intervenção militar; e, por último, vencer a agressão económica a que se submeteu o povo venezuelano.

Neste momento, o inimigo chama-se a falta de esperança e a sua arma mais potente é a que tenta fazer crer que a Venezuela é um país isolado, sem apoio, sem possibilidade de resposta perante uma agressão e que espera resignadamente o apocalipse que lhe oferecem. Nada mais longe da verdade.

Recordemos que, há 200 anos, este mesmo país venceu o que, nessa época, era o império mais poderoso da terra. Oxalá não seja preciso demonstrar de novo do que é capaz e se lhe permita, tal como pedem os versos da poetisa palestina, Suheir Hammad, uma vida afastada da tragédia bélica.

Não dançarei ao ritmo do seu tambor de guerra.
Não entregarei a minha alma e os meus ossos ao tambor da guerra.
Não dançarei ao seu ritmo.
Conheço esse ritmo, é um ritmo sem vida.

Conheço muito bem essa pele que vocês golpeiam.
Ainda fiquei viva depois de perseguida, roubada, expandida.
Não dançarei ao ritmo do seu tambor de guerra.
Não vou odiar por vossa conta, nem sequer vos vou odiar.

Não vou matar por vossa conta. E não vou morrer por vocês.
Não vou chorar a morte com assassínios nem suicídio.
Não dançarei com bombas só porque os outros estão a dançar.
Podem estar todos enganados.

A vida é um direito, não um dano colateral ou casual.
Não me esquecerei de onde venho, tocarei o meu tambor.
Reunirei os meus amados e o nosso canto será dança.
O nosso zumbido será o ritmo. Não serei enganada.

Não emprestarei o meu nome nem o meu ritmo ao vosso som
Dançarei e resistirei, dançarei e continuarei e dançarei
Este bater do meu coração soa mais forte do que a morte
O vosso tambor de guerra não soará mais forte do que o meu alento.

O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org/2019/02/12/lo-que-oculta-

Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

O que faz Vladimir Putin realmente ameaçador?

https://m.journal-neo.org/2019/02/16/what-is-vladimir-putin-really-threatening/

PTRU574563346

Meio século a partir de agora os historiadores e cientistas sociais vão lutar com as questões que definem no alvorecer do século 21. E, a menos que eu sinta falta da minha suposição, pesquisadores lúcidos, filósofos e professores discutirão o que exatamente foi que o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou. Esta também deve ser a questão mais imperativa para hoje.Desde a época anterior às Olimpíadas de Sochi, em 2014, a Rússia e o seu presidente, Vladimir Putin, foram sitiados. Não cometa erros; a Revolução Ucraniana de fevereiro não foi uma coincidência de tempo. Naquela época, a decisão do governo ucraniano legitimamente eleito de suspender a assinatura de um acordo de associação com a União Européia, e de renovar laços mais estreitos com a Rússia e a nova União Econômica Eurasiática, foi uma insurgência bem planejada. Qualquer um que lhe disser diferentemente é mentiroso ou burro demais para estar em qualquer discurso geopolítico.No limiar de emergir de cem anos de repressão por parte das potências ocidentais, Putin e Rússia esperaram para receber o mundo nas mais elaboradas Olimpíadas de Inverno já encenadas. Desempenhei um pequeno papel no desenrolar do drama político internacional, então sei que o povo russo ficou desolado com os acontecimentos que se desenrolaram. O que é pior, os americanos e o resto do mundo também mentiram. De volta aos EUA, o “estado profundo” do meu país, como é conhecido hoje o complexo globalista liberal, lançou uma guerra econômica, política e social total em três continentes. A Primavera Árabe não foi uma revolta democrática árabe de base, e todos nós sabemos disso agora. A espionagem da NSA e o BIGBIN, olhando para o armário de todos, fizeram as bordas de nossa democracia desgastada aparecer. E a interminável mídia elitista atacou qualquer um que ousasse desafiar Washington, Involuntariamente, criou um super-herói geopolítico, muitas vezes referido como simplesmente “Putin”. Você me desculpará aqui, mas se você argumentar sobre isso, você está na ilusão coletiva ou pago por Soros, USAID, a turba israelense, ou algum servo de Rothschild. Não existe mais um meio termo, entende?Nos últimos 5 anos, você leu como a Rússia e Putin são uma ameaça às democracias em todo o mundo. Mas duas questões surgem. Primeiro, “Estamos vivendo sob uma verdadeira democracia?” Ou, melhor ainda, “a democracia é possível em nosso mundo?”. Na primeira pergunta, a resposta é um “não” definitivo. Primeiro, não temos uma escolha real em quem nós elegemos.Isso é amplamente aceito. Mais importante ainda, mesmo se tivéssemos um representante viável e independente em nossos atos, essa pessoa acabaria convertida, minimizada, presa ou morta. Eu poderia dar mil exemplos, mas considere Hillary Clinton, Donald Trump e o nome Bobby Kennedy do distante passado americano. Clinton e seu marido são uma mancha fétida na reputação da América, e bandidos de uma magnitude não vista desde Al Capone e Ma Barker. Trunfo? Ele é narcisista grande bilionário da boca feito de crédito das elites bancárias do mundo. Mas Bobby Kennedy pode ter sido o maior presidente da América. Talvez ele tivesse derrubado a CIA e o complexo industrial militar.Ele poderia ter parado a Guerra do Vietnã 5 anos antes – mas ele foi morto a tiros como seu irmão JFK.Esta é uma história antiga, mas vale a pena repetir desde que este assassinato definiu o curso da América e do mundo por meio século agora.Quanto à segunda pergunta, fica claro para mim que a democracia nos falhou miseravelmente desde que os gregos pensaram primeiro em um sistema em que os cidadãos exercem poder através do voto em uma democracia representativa. Uma pequena lição de história é para mostrar onde estamos nesta forma de governo. O termo “democracia” (demos ou pessoas comuns – com kratos ou força) entrou em vigor pela primeira vez como uma forma de pensamento político-filosófico grego antigo que resultou no que se acredita ser a primeira democracia do mundo em Atenas de 508-507 aC.Neste primeiro exemplo, encontramos muitos dos problemas com formulários atuais em contraste.Para aqueles que concordam comigo que não temos uma vida verdadeiramente democrática, ou que a democracia simplesmente não funciona, acho que posso mostrar por que não.

A democracia ateniense, você vê, era uma democracia direta onde os líderes e a representação eram aleatórios. Todos os cidadãos foram autorizados a falar e / ou votar na assembléia, e as leis foram feitas de uma forma muito mais transparente.É claro que os atenienses não permitiram que as mulheres e outros grupos votassem, mas os princípios da verdadeira democracia estavam lá.É como os espartanos que enlamearam a água da democracia pura, criando “votação de alcance”, onde um alto clamor de seus fãs poderia te eleger. Avançando para hoje, os americanos estão tão distantes de seu dever cívico de serem invisíveis – nem mesmo parte do processo. Seu voto ou voz nada mais é do que uma formalidade, quer você goste ou não. A maravilha democrática da América não é uma maravilha, para a nação iroquesa nas Américas, entre 1450 e 1600 dC, tinham sua própria forma de democracia antes que os peregrinos desembarcassem em Plymouth Rock.De fato, muitos especialistas afirmam que as 13 colônias originais criaram a Constituição dos EUA com base em parte nesta confederação indígena americana. Não há muitos anos, o Senado dos EUAaprovou uma resolução dizendo que:

“A Confederação das 13 colônias originais em uma república foi influenciada pelo sistema político desenvolvido pela Confederação Iroquesa, assim como muitos dos princípios democráticos que foram incorporados à própria constituição.”

Não precisamos nos lançar em um debate de filosofia política aqui. Quer estejamos falando de uma eleição papal ou da indicação de líderes tribais representando as preocupações da América pré-colombiana, o fato de que a Democracia não fez nada para equilibrar o papel das elites e sua influência desproporcional NUNCA foi mitigada. Agora, vamos olhar para Putin e a versão russa da democracia, e o que o político mais famoso dos tempos modernos ameaçou.Vamos supor, para o bem deste argumento, que os russos também têm escolha limitada em líderes. Vamos em frente com o dogma globalista global que rotula Putin o anticorpo autoritário para a democracia ocidental. Na pior das hipóteses, o sistema russo não pode ser um sistema de governança mais complicado ou débil do que as alegadas democracias que a atacam da Ucrânia e além. E do ponto de vista prático, a variante russa parece muito melhor para o mundo desperto do que para o americano. Isso pode ser visto se considerarmos as medidas de segurança estratégicas e convencionais dos EUA. A Rússia não tem cem e alguma base militar de Angola para Zanzibar, a América faz.Putin não invadiu o Iraque, o Afeganistão, e não ameaça bombardear os países da Síria para a Coreia do Norte, a América faz. A Rússia de Putin não gasta um trilhão de dólares todos os anos, sendo traficante de armas e policiais para o mundo, a América faz. O fato é que, a única coisa que Vladimir Putin ameaça é o plano mestre da ordem mundial globalista. Pois certamente existe um para a aquisição final do mundo inteiro. Ah, vocês duvidam lá fora me questionam aqui?O que Putin está ameaçando? Essa é a questão com a qual começamos. Bem, é um pouco difícil condensar esse argumento, mas aqui está uma grande parte da resposta. Alguns de vocês que estão lendo isso podem estar familiarizados com algo chamado Pax Americana, ou a relativa paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial causada pelo domínio dos EUA. De certo modo, a Rússia revitalizada de Vladimir Putin ameaça isso em muitos níveis. No entanto, as partes que a Rússia ameaça não são as partes boas e pacíficas. Fique comigo.Geralmente não associada à Pax Americana é uma instituição chamada LIEO, ou a ordem econômica internacional liberal.Poucas pessoas lendo aqui ficarão cientes de que existe, na verdade, uma ordem internacional liberal baseada em regras, liderada pelos Estados Unidos, tentando expandir sua influência. Essa cúpula do LIEO é organizada em torno de princípios como mercados abertos, instituições multilaterais, democracia liberal (não de qualquer outro tipo) e liderança mundial dos Estados Unidos e seus aliados. O problema com a existência de tais organizações deveria ser óbvio, mas deixe-me explicar melhor.A Pax Americana é, na verdade, a mais recente de uma longa procissão de eras relativas de “paz” trazidas pelas nações vitoriosas. Outros exemplos foram Pax Romana, Pax Britannica e Pax Mongolica, que foram inicialmente provocados por conquistas militares, e depois transformou-se em impérios político-econômicos apoiados pelo militarismo. Bem aqui é um bom lugar para apontar que nenhum desses impérios anteriores eram democracias. Continuar…John F. Kennedy usou o termo Pax American no início dos anos 1960 em um sentido negativo, assim como eu estou aqui. JFK, que provavelmente foi assassinado devido à sua oposição ao complexo industrial militar e ao que conhecemos como o “estado profundo” de hoje, protestou contra essa idéia do poder americano pela paz. Kennedy e seu irmão Bobby Kennedy tentaram fazer com que a América ficasse quieta sobre quem era o povo da União Soviética. Aqui vou citar o que talvez seja a idéia mais importante que um presidente americano já expressou. Você vai entender o que quero dizer em breve.

“Escolhi, portanto, esse tempo e lugar para discutir um tópico sobre o qual muitas vezes a ignorância é abundante e a verdade raramente percebida. E esse é o tópico mais importante da terra: a paz. Que tipo de paz quero dizer e que tipo de paz procuramos? Não uma Pax Americana aplicada ao mundo por armas de guerra americanas. Não a paz do túmulo ou a segurança do escravo. Estou falando de paz genuína, o tipo de paz que faz a vida na terra valer a pena, e o tipo que capacita homens e nações a crescer, a ter esperança e a construir uma vida melhor para seus filhos – não apenas paz para os americanos, mas paz para todos os homens e mulheres, não apenas a paz em nosso tempo, mas a paz em todos os tempos ”.

Há meio século, quando eu era criança na América, um homem brilhante “ameaçava” a Pax Americana e a ordem internacional liberal. John Fitzgerald Kennedy era um homem e presidente muito maior do que qualquer um de nós sabia na época ou desde então. E a paz em nosso mundo morreu com ele, ao lado da democracia que todos aprendemos a amar. Se precisar de prova disso, peço-lhe que vá a sua biblioteca local, estude, leia noticiários e questione tudo até chegar a suas próprias respostas.Quanto a Vladimir Putin, ele é uma ameaça a essa ordem mundial, uma mortal que eu poderia acrescentar.Mas ele não é decididamente uma ameaça ao tipo de paz que JFK descreveu acima. De fato, ele pode ser o último líder na Terra que prevê uma paz tão “genuína”. Para ajudar a ilustrar isso, só precisamos observar a posição americana em comparação a Putin nas últimas décadas. O agora falecido, mas sempre infame, ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA, Zbigniew Brzezinski, nos contou a verdade sobre isso em seu próprio livro, “O Grande Tabuleiro de Xadrez: a Primazia Americana e seus Imperativos Geoestratégicos”:

“Em contraste [com os impérios anteriores], o alcance e a abrangência do poder global americano hoje são únicos. Os Estados Unidos não apenas controlam todos os oceanos do mundo, suas legiões militares estão firmemente empoleiradas nas extremidades oeste e leste da Eurásia … Vassalos e afluentes americanos, alguns ansiando serem abraçados por laços ainda mais formais com Washington, pontuam todo o continente eurasiano. … A supremacia global americana é… amanteigada por um sistema elaborado de alianças e coalizões que literalmente abrangem o globo ”.

Não associamos frequentemente a democracia americana a termos como “supremacia global”, nem nós, americanos, cobiçamos a noção de “vassalos”, mas as elites liberais expressam com prazer sua adoração, cobiça e orgulho por isso. Sua arrogância cresceu desde o assassinato dos Kennedy, como podemos ver claramente agora.Nossa apatia e desconexão ajudam a causa deles, e os restos amarrados de nossa democracia representativa são tudo o que resta do que foi uma ideia magnífica. A paz não pode ser obtida, a não ser que os monarcas de hoje o considerem assim. E isso, meus amigos, é o que Putin ameaça, nem você nem eu.Ao terminar, minha esposa me adverte do outro lado do escritório. Ela me viu chateada, chorando até mesmo ao pensar no sonho americano em cinzas. “Eles mataram Jesus”, ela me critica. “Eles matam qualquer um que chore por paz real no mundo”, proclama um ex-jornalista militar romeno. Minha esposa, de um país sem amor perdido pelos russos, ela vê a bravura de Putin – por ele enfrentar os homens que mataram Kennedy.Quem sou eu para discutir? Quem é Você? Se aqueles vencidos e ocupados pela União Soviética podem ver a verdade, que desculpa tem algum americano? Mostre-me uma cidade americana invadida por russos. Você não pode. Mostre-me Putin é uma ameaça para os cidadãos americanos. Você não pode. De fato, a ordem mundial liberal com todos os seus recursos de mídia e propaganda não pode. Nossa CIA não pode nem mesmo preparar alguma evidência para mostrar que Putin fez qualquer coisa que eles dizem que ele fez.Vladimir Putin é uma ameaça às falsas democracias que querem governar o mundo. Fim da história.

Phil Butler, é um investigador político e analista, um cientista político e especialista em Europa Oriental, ele é um autor do recente best-seller “Pretorianos de Putin ” e outros livros.Ele escreve exclusivamente para a revista on-line “New Eastern Outlook”.

SOUTHCOM: Bolsonaro barks for his master | Brasil Wire

http://www.brasilwire.com/southcom-bolsonaro-barks-for-his-master-4/

O almirante Craig Faller anuncia uma operação militar conjunta sem precedentes com o Brasil para o Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA. O que significa para a soberania nacional?Marcelo ZeroA participação do Brasil no SOUTHCOM dos EUA é parte de um processo mais amplo que começou com o golpe de 2016. A agressão contra nossa soberania é muito mais séria do que imaginávamos. Os motivos para isso são os seguintes.A projeção dos interesses de um país no complexo e competitivo cenário mundial ocorre essencialmente em duas formas: política externa e política de defesa.Portanto, enquanto a projeção completa dos interesses estratégicos do Brasil no cenário internacional depende de uma política externa consistente, ela deve estar vinculada a uma sólida política de defesa.Sem dúvida, a persuasão diplomática deve ser o principal meio de afirmar os interesses nacionais, especialmente os de nações pacíficas como o Brasil. No entanto, é preciso reconhecer que essa persuasão funciona mais eficazmente quando complementada pela dissuasão estratégica.Como disse o ex-chanceler e ministro da Defesa, Celso Amorim, há alguns anos, “a sétima maior economia do mundo, integrante do BRICS e do G-20, não pode ter toda a importância que o Brasil assumiu e não ter um exército devidamente equipado. A existência de forças armadas treinadas fortalece a capacidade diplomática e minimiza a possibilidade de agressão, permitindo que a política de defesa contribua para uma política externa focada na paz e no desenvolvimento. ”Um país das dimensões geográficas, demográficas e econômicas do Brasil não pode prescindir de uma política de defesa eficiente. Mesmo no contexto de uma região pacífica como a América do Sul, o Brasil, com seus abundantes recursos estratégicos (água doce, biodiversidade, terra, reservas de petróleo pré-sal, etc.) e sua recente projeção geopolítica internacional, ciúmes e rivalidades que devem ser neutralizados.A política externa e a política de defesa são políticas complementares. Ambos projetam o tipo de país que querem estar no cenário mundial. Mas que tipo de nação essas políticas projetam hoje?Desde o golpe de 2016, tanto a política externa quanto a política de defesa que foram esboçadas, que agora estão se consolidando e aprofundando com Bolsonaro, projetam um país menor e frágil, que se submete à órbita norte-americana de interesses geopolíticos e geoestratégicos. Essencialmente, estamos sendo transformados em um gigante Porto Rico.Os contratempos na política externa tornaram-se bastante claros.Enquanto buscavam ansiosamente um alinhamento acrítico com os Estados Unidos e seus aliados como Israel, todas as linhas anteriores de política externa que aumentaram dramaticamente nossa proeminência internacional, como a do Mercosul e a integração regional, cooperação Sul-Sul, integração com BRICS, parcerias estratégicas com os países emergentes, o investimento em países árabes e africanos, a ênfase no multilateralismo e a geração de um mundo multipolar, etc., foram para fora da janela.Mas esses contratempos também estão acontecendo na política de defesa de uma maneira um pouco mais discreta e menos perceptível. Eles estão em andamento desde o golpe de 2016, mas agora eles adquiriram maior velocidade e profundidade com um novo governo que abertamente saúda os Estados Unidos.Nos governos do PT, tentou-se articular uma política externa “ativa e arrogante”, que projetou um país independente e forte no cenário mundial, com uma política de defesa consistente que visava criar uma dissuasão estratégica completa e contribuir ativamente para a economia brasileira. e desenvolvimento tecnológico.Assim, em 2005, foi lançada a nova Política Nacional de Defesa (PDN), que deu ênfase especial à capacitação na produção de materiais e equipamentos de alto valor agregado em tecnologia, com vistas a reduzir a dependência externa do país nessa área estratégica. Além disso, vários projetos estratégicos, como o submarino nuclear e os novos caças, foram criados ou fortalecidos para promover a dissuasão estratégica em todos os cenários.Por sua vez, a Estratégia Nacional de Defesa (NDT), lançada em 2008, estabeleceu a “revitalização da indústria de material de defesa” como um dos três pilares da defesa nacional, juntamente com a reorganização das Forças Armadas e sua política de composição. Desta forma, a Estratégia afirmava a ligação indissociável entre defesa e desenvolvimento. A BITD (Base de Defesa Industrial) passou a ser vista como impulsionadora de inovações tecnológicas, com aplicações civis.Também estimulou o desenvolvimento tecnológico independente, especialmente nos setores nuclear, cibernético e espacial.A Política Nacional de Defesa e a Estratégia Nacional de Defesa complementaram a política externa independente da época, tanto no que diz respeito à obtenção de armamentos adequados quanto à promoção da dissuasão estratégica, além de estimular o desenvolvimento econômico e tecnológico autônomo.A política externa e a política de defesa apontavam, portanto, para a mesma direção: a construção de uma nação independente com interesses geopolíticos e geoestratégicos próprios.Agora, a política de defesa, em conjunto com a política externa pobre de Bolsonaro, ilustra claramente o enfraquecimento e aprofundamento da dependência econômica, política e tecnológica do país.O primeiro grande golpe contra a política de defesa anterior foi atingido em 2016. A Emenda Constitucional nº 95 de 2016, que congelou os gastos primários por um longo período de 20 anos, significou uma inevitável restrição econômica à busca da dissuasão estratégica e ao desenvolvimento de uma política. base de defesa industrial significativa.Em todas as simulações projetadas, espera-se que os investimentos em defesa sofram contrações brutais, uma vez que as novas despesas constitucionais obrigatórias deverão aumentar substancialmente nos próximos anos devido ao crescimento populacional.Mesmo admitindo que os gastos com defesa não sofram uma contração nominal durante este período, uma hipótese altamente improvável, seu mero congelamento implicará (supondo que o Brasil retorne a uma taxa de crescimento anual de 2,5%) uma redução substancial nos gastos como porcentagem do PIB. Mesmo com essa taxa média de crescimento, ela passará de 1,4% do PIB em 2014 para 0,85% do PIB em 2036.Além dos danos que a Emenda Constitucional nº 95 de 2016 causará inevitavelmente à Estratégia Nacional de Defesa, também é necessário analisar como a investigação Lava Jato causou perdas consideráveis à Base de Defesa Industrial. De fato, todas as empresas que foram paralisadas e fragilizadas pela Lava Jato desempenham um papel crucial nesta Estratégia e na Base Industrial, uma vez que as empresas investigadas estão fortemente presentes em todos os grandes projetos da área.Não temos dúvidas de que a combinação da Lava Jato, que está enfraquecendo o braço empresarial da Estratégia Nacional de Defesa, com a Emenda Constitucional nº 95, de 2016, que reduzirá drasticamente o investimento estatal nessa área, poderá fazer o Brasil voltar ao seu papel nos anos 90, quando a ênfase dada pelo neoliberalismo estava no desarmamento do país.Além desses fatores econômicos, é importante mencionar que o Exército dos EUA participou, a convite do governo brasileiro, em um exercício militar conjunto em novembro de 2017 na tríplice fronteira amazônica entre o Brasil, o Peru e a Colômbia. Este fato revela uma decisão política preocupante para a soberania nacional, no campo da defesa e da indústria de defesa.Foi uma das decisões mais inusitadas e bizarras da recente história militar do Brasil.Antes do golpe, nosso país vinha investindo na gestão soberana da Amazônia em parcerias com países sul-americanos estabelecidos em mecanismos de cooperação regional, particularmente os da UNASUL e os da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).Assim, este convite a uma superpotência estrangeira que não faz parte da Bacia Amazônica, representou um ponto fora da curva, em relação à soberania nacional em uma das regiões mais estratégicas do Brasil.Esses exercícios ocorreram na esteira de uma série de iniciativas bilaterais que fazem parte de uma estratégia do governo pós-golpe para a reaproximação subalterna com os Estados Unidos, tanto na política externa quanto na política de defesa.Nesse contexto, o Ministério da Defesa do Brasil e o Departamento de Defesa dos EUA assinaram o Contrato de Intercâmbio de Informações Mestras para Pesquisa e Desenvolvimento (MIEA). Com essa decisão, os governos pós-golpe investirão agora em cooperação com os EUA como forma de “desenvolver” nossa indústria de defesa. Na prática, isso significa renunciar à autonomia real nos campos do desenvolvimento industrial e tecnológico da defesa nacional.Aparentemente, setores das Forças Armadas renunciaram ao desenvolvimento tecnológico relativamente autônomo previsto na Estratégia Nacional de Defesa, e agora estão erroneamente apostando em uma relação reestruturada de dependência com os EUA.Um sinal disso é a nova renegociação do notório Acordo de Alcântara, que impediria o desenvolvimento de nosso programa de lançamento de satélites e o substituiria por uma base militar americana, estabelecendo uma nova dependência dos EUA.A compra da Embraer pela Boeing, tendo em vista o duplo uso civil e militar da tecnologia aeronáutica, também comprometerá importantes projetos militares, além de impedir o desenvolvimento tecnológico autônomo em um campo sensível e estratégico.Todos esses reveses, que começaram em 2016, estão agora claramente se aprofundando com o governo de Bolsonaro.A proposta de construir uma base militar norte-americana em território brasileiro, anunciada pelo próprio Bolsonaro, embora temporariamente negada pelo vice-presidente geral Hamilton Mourão, nos equipara a países como Honduras, que se transformou em um mero satélite norte-americano.A participação do Brasil no plano belicoso e perigoso dos EUA para desestabilizar o governo venezuelano é outro indicador de uma subserviência que se opõe diretamente aos interesses de nosso país na região, que seria muito melhor servida por uma estratégia de negociação que preservasse a integração regional e a paz na região. continente.Agora, um novo anúncio enterrou as esperanças de todos que ainda apostavam na preservação da soberania brasileira.Em 7 de fevereiro, o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), anunciou ao Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA que o Brasil participará de sua SPMAGTF (Força Aérea de Fins Especiais Marítimos) e liderará a marinha multinacional. exercício UNITAS AMPHIB. Isso significa que nosso país participará ativa e diretamente das operações militares lideradas pelos EUA. Ou seja, o Brasil se posicionará voluntariamente em uma posição de subordinação militar às ações dos EUA em nossa região.Além disso, o almirante Faller também anunciou que o Brasil enviará um general para atuar como vice-comandante do SOUTHCOM.Estes são anúncios muito sérios.Os Estados Unidos estão fortemente comprometidos em combater a influência da China e da Rússia em nossa região e identificam países como Venezuela, Nicarágua e Cuba como aliados desses “inimigos”, que devem ser combatidos com afinco.Portanto, o SOUTHCOM será usado ofensivamente na América Latina para atender a essa meta geopolítica norte-americana. Não se trata, como os panglossianos podem imaginar, de meros exercícios de treinamento para fins humanitários, mas também de ações militares destinadas a desestabilizar os governos regionais e estabelecer laços de dependência com as forças armadas dos países aliados.Os EUA não pretendem colocar suas botas no chão nessas operações, mas encorajarão o envolvimento de tropas de países como o Brasil e a Colômbia. Eles querem que façamos o trabalho sujo.Há também um objetivo claro de garantir acesso privilegiado aos recursos naturais estratégicos de nossa região. Não parece ser uma mera coincidência que a Quarta Frota dos EUA tenha sido restabelecida após 58 anos, precisamente em 2008, pouco depois de o Brasil ter anunciado a descoberta dos depósitos petrolíferos do sub-sal, que a transformaram no país com a 3ª maior do mundo. reservas de petróleo.O fato é que desde que o Brasil estabeleceu a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), através da Resolução 41/11 da ONU, de 27 de outubro de 1986, os Estados Unidos têm tentado se opor à projeção do Brasil no Atlântico. Portanto, em 2008, no mesmo ano em que recriaram a Quarta Frota, os EUA também criaram o Comando Africano (USAFRICOM), com a clara intenção de se opor à projeção dos interesses sino-brasileiros naquele continente.Em 2010, tanto o Pentágono quanto a OTAN pressionaram o governo brasileiro a apoiar a extensão da jurisdição da Otan no Atlântico Sul. No entanto, o governo da época expressou vigorosamente a oposição brasileira aos EUA e à OTAN. O ministro da Defesa, Nélson Jobim, disse considerar as “questões de segurança das duas metades do oceano” distintas e que, após a Guerra Fria, a OTAN “se tornou um instrumento de seu exponencial membro, os EUA e os aliados europeus”. . Aqueles eram bons tempos.Agora, com essa decisão embaraçosa, o Brasil perde sua própria projeção geoestratégica no Atlântico Sul e na Amazônia Azul, onde está localizado o sub-sal.Observe que, há alguns anos, a Marinha dos EUA começou a realizar exercícios multinacionais com membros da OTAN e países africanos para patrulhar manobras no Golfo da Guiné, onde estão localizadas as reservas do sub-sal africano.

Todas essas medidas e ações convergem em um cenário: as bases econômicas e institucionais de nossa Política de Defesa e Estratégia de Defesa Nacional estão sendo minadas e decisões políticas estão sendo tomadas para colocar nossas forças armadas como representantes subordinados dos EUA.
Essas decisões políticas sobre defesa, juntamente com uma política externa de subordinação geopolítica aos Estados Unidos, que agrada ao ex-capitão do exército que saudou John Bolton e seu obcecado Chanceler Estrangeiro dos Cavaleiros Templários, estão nos transformando em um infeliz cão do Império dos EUA.
A destruição da Base de Defesa Industrial e as restrições econômicas aos investimentos em Defesa Nacional, que serão agravadas pelo foco no ultraliberalismo, levarão ao desarmamento, ao enfraquecimento dos principais projetos estratégicos, à dependência tecnológica e à absorção de obsoletos equipamentos militares dos EUA. .

Quando isso acontecer, não seremos apenas um cachorro. Nós seremos um vira-lata desdentado, latindo para os inimigos do nosso mestre.O Atlântico Sul será agora dominado pela OTAN.Suporte Brasil WireContamos com o apoio do leitor para manter a independência editorial

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